Vacinação contra a Covid-19 em países das Américas deve ser prioridade global, diz Opas

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A diretora-geral da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) disse que a expansão do acesso equitativo às vacinas contra Covid-19 nas Américas deve ser uma prioridade global.

Falando a jornalistas, em Washington, Carissa Etienne afirmou que “apesar de ser o epicentro da pandemia, as Américas estão atrasadas nos esforços de vacinação, pois a maioria dos países não tem como acessar as doses das por meio de acordos bilaterais com os fabricantes.”

Necessidades
Apenas na semana passada, a região registrou 55% das mortes notificadas em todo o mundo.

Etienne disse que “a Opas está empenhada em garantir o recebimento das doses o mais rápido possível.” Segundo ela, “os Estados-membros estão prontos para distribuir essas vacinas e a Opas está à disposição para qualquer apoio do qual necessitem.”

Durante a pandemia, os países enfrentaram escassez de insumos médicos essenciais, como remédios, testes, equipamentos de proteção individual e até oxigênio, que continua faltando em grande parte das Américas. E agora, o grande desafio são as vacinas.

Etienne lembrou que “os fabricantes estão trabalhando 24 horas por dia para produzir mais doses. Novas candidatas à vacina estão sendo analisadas e incluídas na Lista de Uso de Emergência da OMS.”

Devido a esse esforço, a chefe da Opas disse que mais vacinas estarão disponíveis em breve, mas por enquanto “o mundo continua enfrentando uma escassez de vacinas durante grande parte de 2021.”

Desigualdade
A chefe da Opas lembrou que “os países ricos estão imunizando enquanto muitos países ainda não receberam uma única dose.” Para ela, “essa disparidade prejudica os princípios de solidariedade e, mais do que isso, é uma estratégia autodestrutiva.”

Etienne contou que, enquanto a Covid-19 existir em alguma parte, o resto do mundo não está seguro. Quanto mais o vírus se espalhar, maior o risco de surgirem variantes perigosas, o que pode complicar os esforços de controle.

A chefe da Opas também destacou o acesso a estas imunizações dentro dos Estados-membros, dizendo que “não devem aumentar a divisão dentro dos países.” Segundo ela, “essas vacinas que salvam vidas não devem ser um privilégio de poucos, mas um direito de todos.” Com ONU News

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