Produtor de queijo do Serro fatura medalha “Super Ouro” em concurso na França

Os fabricantes de queijo do Serro conquistaram sete medalhas em um dos mais importantes concursos do mundo, o “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, realizado de 12 a 14 de setembro, na França. Além do Serro, outros queijos mineiros também foram premiados: das 57 medalhas conquistadas pelo Brasil, 40 são de produtores mineiros.

O produtor Ivacy Pires dos Santos recebeu uma das cinco medalhas “Super Ouro” conquistadas pelos mineiros, além de uma prata. Terceira geração produtora de queijos artesanais de sua família, Santos avalia que o resultado é fruto da certificação da queijaria e do trabalho da Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro (Apaqs). “É muito gratificante ter o reconhecimento internacional do nosso trabalho e do produto da região do Serro. Espero que isso se reflita em novas perspectivas de mercado em prol do queijo mineiro”, justifica.

Ivacy acredita que as características da região são responsáveis pelos fatores que encantaram os franceses. “O terroir, o tipo de animal e as pastagens dão ao produto um sabor marcante. Além disso, por ser um queijo de maturação mais prolongado, o sabor fica mais acentuado”, explica o produtor.

Nonato Santa Rita também é produtor de queijo do Serro e participou do concurso. Ele não conquistou uma medalha, mas vibrou com a vitória do colega. “Essa conquista só reforça a qualidade dos nossos produtos, colocando os queijos da região do Serro entre os melhores do mundo”, destaca.

A analista do Sebrae Minas Luciana Teixeira Silva explica que o reconhecimento do queijo artesanal da Região do Serro na competição internacional abre novos mercados para os produtores locais. “O Sebrae Minas realiza um trabalho conjunto com os produtos direcionado para a melhoria da qualidade do produto, promoção, divulgação e acesso a novos mercados, por meio de ações com lojistas, chefs de cozinha, entre outros envolvidos do segmento”, explica Luciana.

O modo artesanal de fabricação do queijo à base de leite cru nas regiões da Serra da Canastra, Serro e Serra do Salitre é registrado, desde 2008, como patrimônio imaterial brasileiro. O reconhecimento foi concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a partir de uma demanda levantada pelos próprios produtores, em 2001. A premiação é um divisor de águas e uma coroação de todo um trabalho, sobretudo, dos produtores, para manter viva a produção do queijo do Serro, um dos símbolos da gastronomia mineira”, afirma a analista do Sebrae Minas. Com informações da Assessoria de Imprensa do Sebrae Minas.

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