Relatores da ONU afirmam que Bielorussia tem de suspender torturas e punir agentes policiais

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Relatores de direitos humanos da ONU* pediram o fim de casos de tortura na Bielorussia. As violações estariam ocorrendo em resposta a protestos de rua contra o governo do presidente Alexander Lukashenko.

O grupo recebeu 450 casos documentados de tortura e maus tratos de pessoas que se manifestaram contra o resultado das eleições presidenciais de 9 de agosto, com a reeleição de Lukashenko.

Famílias
Os especialistas pediram às autoridades bielo-russas que parem de torturar os detidos e punam os agentes policiais responsáveis pelas agressões. Muitos espancaram e humilharam os manifestantes.

O grupo instou as autoridades a registrarem as prisões, supervisionarem as detenções e notificarem os familiares dos detidos imediatamente.

Os especialistas se posicionaram contra os desaparecimentos forçados e disseram que a tortura é uma prática absolutamente proibida pela lei internacional de direitos humanos, e que não pode ser justificada de nenhuma maneira.

Estupros
Eles disseram que as autoridades têm de acabar com as violações de direitos humanos e punir os responsáveis.

A maioria dos desaparecidos foi encontrada, mas pelo menos seis indivíduos continuam com paradeiros desconhecido por familiares.

Os relatores também receberam informações sobre violência a mulheres e crianças incluindo abuso sexual e estupros.

Jornalistas
Nas últimas semanas, pelo menos 6,7 mil pessoas foram detidas enquanto protestavam. Alguns são jornalistas. No sábado, o governo de Lukashenko suspendeu as credenciais de 17 profissionais da imprensa que trabalhavam para veículos estrangeiros.

No comunicado, os relatores afirmaram que ninguém pode ser preso ou indiciado por participar de manifestações e disse que todos têm de ser libertados imediatamente.
Para os especialistas, Belarus tem de investigar os casos, responsabilizar os autores e indenizar as vítimas e suas famílias.

Eles contaram que continuarão monitorando a situação e dialogando com as autoridades bielo-russas.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário por sua atuação. Com ONU News.

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