Torcedoras se unem pela Seleção Feminina e se inspiram nas brasileiras

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Quase 17 mil pessoas estiveram presentes no Estádio do Pacaembu, no último domingo (1), para acompanhar a final do Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino. Apesar da derrota da Seleção Brasileira nos pênaltis para o Chile, o momento foi especial para muitos grupos que se formaram para apoiar as mulheres do Brasil. Entre primeiras vezes e reencontros, os torcedores fizeram muito barulho nas arquibancadas.

Uma dessas histórias foi contada por Mariana Suarez, que assistiu a um jogo da Seleção pela primeira vez. Com um grupo de amigas que conheceu pela internet., ela viajou para São Paulo para torcer na grande final da competição.

– Nos conhecemos pelo Twitter. A partir principalmente da última Copa do Mundo, fomos procurando mais gente para comentar sobre os jogos e futebol feminino. Assim acabou surgindo o grupo e, após o mundial, continuamos firmes e fortes. Somos 25 pessoas atualmente. Ir até São Paulo foi uma chance de finalmente ver a Seleção jogando, pois foi a primeira vez para muitos de nós. Alguns foram na partida de quinta-feira e outros no domingo – afirmou a torcedora.

Mariana também falou sobre a emoção de apoiar a Seleção Feminina, que ela define como “inspiração”:

– É incrível assistir essas mulheres guerreiras fazendo o que amam. Apesar das dificuldades do esporte, isso me inspira muito. Com certeza tem muita representatividade para mim e para outras mulheres. Ver essas meninas recebendo essa atenção, principalmente depois da Copa do Mundo, dá uma sensação de realização e dever cumprido.

A inspiração se estende. Vai dar arquibancada e atinge até mesmo quem também leva a paixão pelo futebol para dentro das quatro linhas. Nem mesmo que sejam as do futsal. Parte do time da modalidade da PUC-Rio viajou até São Paulo para acompanhar a final. Atualmente, o grupo conta com 15 mulheres que estão sempre se reunindo para ver os jogos da Seleção. Lisa Mansilha, Nicole Nick, Mariá Bottini, Beatriz Monteiro e Gabriela Dantas saíram do Rio de Janeiro com o intuito de apoiar as jogadoras do Brasil.

– Começamos a jogar bola juntas na faculdade e, mais do que isso, passamos a incentivar e ser um mecanismo de fomento para o futebol feminino. Nos reunimos para ver os jogos e incentivamos novas meninas a praticarem a modalidade. Começamos a nos reunir para ver as partidas muito no embalo da Copa do Mundo com o Torneio She Believes. A partir deste momento, ou estamos vendo juntas ou comentando os duelos no grupo. Nos envolvemos muito com o esporte e, principalmente, com a Seleção por ser o time que conseguimos acompanhar mais. – explicou Mariá Bottini.

Para ela, o Torneio Internacional também foi a primeira oportunidade de ver o Brasil ao vivo:

– Essa foi a primeira vez que assistimos ao jogo da Seleção Feminina no estádio juntas. Algumas já tiveram essa oportunidade e outras não, com eu. É uma chance bem legal, pois é difícil conseguir ver um jogo no Brasil. Abraçamos facilmente essa chance por gostarmos tanto, por termos tido uma chance boa de ver o Brasil todo torcendo durante a Copa. Esse espírito ainda está muito inflamado na gente.

Assim como Mariana, Mariá concordou que ver todo o apoio ao time feminino é muito gratificante.

– A Seleção é uma questão de representatividade, pois é onde nós gostaríamos de estar. Elas representam as jogadoras, as mulheres, as futuras gerações. É mais do que simplesmente ver um bom jogo de futebol. É sempre muito gratificante por ver mais visibilidade para o futebol feminino, os grandes veículos falando sobre o assunto de uma maneira recorrente, acompanhando. É muito legal e incentiva, é um ciclo vicioso do bem. Isso ajuda o crescimento da modalidade, aumenta o número de torcedores, eles vão mais ao estádio. Queremos muito que dê certo – completou. Com site da CBF

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