Ambientalistas criticam liberação do uso de mais agrotóxicos no Brasil

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Ambientalistas criticaram, na segunda-feira (1º), a liberação recente, pelo governo federal, do uso de mais agrotóxicos no Brasil. O Ministério da Agricultura autorizou, em junho deste ano, a utilização de 42 produtos. Ao todo, a pasta avalizou 239 agrotóxicos de janeiro de 2019 até o mês passado. A questão foi abordada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo o coordenador do Fórum Mineiro de Combate aos Agrotóxicos, Érico Torres, o Brasil, com a medida, está na contramão da tendência mundial de uso mais rigoroso de agrotóxicos. Na sua opinião, a questão deve ser vista pelo prisma do risco à saúde. “O agrotóxico chega a todos nós pela água ou pelos alimentos”, lembrou.

Técnica da Articulação Mineira de Agroecologia, Luísa Melgaço também se posicionou contrariamente a liberação de mais agrotóxicos. Conforme ressaltou, o consumo desses produtos tem aumentado ao longo dos anos. “É uma curva de envenenamento da população. Minas é o segundo Estado em intoxicação”, afirmou.

Já a integrante da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, Marilda Magalhães, abordou o estudo “Por Trás do Alimento”, realizado pelas organizações Repórter Brasil, Agência Pública e Public Eye.

De acordo com essa pesquisa, empresas de abastecimento de 1.396 municípios detectaram nas águas todos os 27 pesticidas que são obrigados por lei a testar. Desses, 16 são classificados como extremamente ou altamente tóxicos. Com ALMG

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!