Órgãos de segurança foram reestruturados em 100 dias da intervenção no Rio

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

Participantes de debate no Rio de Janeiro sobre os 100 dias da intervenção federal na segurança pública do estado citaram a integração das polícias, a entrega de viaturas e o pagamento de salários atrasados entre as principais ações realizadas no período.

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O evento teve a participação da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações da intervenção, além dos generais que estão à frente da intervenção e do Instituto de Segurança Pública (ISP) do estado do Rio de Janeiro.

O secretário estadual de Segurança Pública do RJ, general Richard Nunes, afirmou que, desde a assinatura do decreto de intervenção em 16 de fevereiro, a maior parte dos trabalhos foi de estruturação da equipe. “A integração é a ideia principal deste trabalho. O enfrentamento das dificuldades que nós temos pela frente passa por uma reunião das competências que cada órgão pode agregar ao conjunto das soluções”, declarou.

“Nós não temos dúvida nenhuma de que tem havido uma enorme colaboração: os órgãos de segurança pública do estado – seja a Polícia Civil ou a Polícia Militar – têm absorvido toda essa cooperação dos órgãos federais, de outros poderes, como o Judiciário e o Ministério Público, e nós temos de consolidar esses ganhos”, disse o general.

Primeiras ações
Para os participantes do fórum, o saldo dos 100 dias de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é positivo. A diretora-presidente do Instituto de Segurança Pública do RJ, Joana Monteiro, afirmou que, a partir de agora, vai ser possível avaliar resultados mais concretos.

“Ainda é muito cedo para avaliar os efeitos da intervenção, até porque não começa no dia em que ela foi decretada. Houve uma série de ações que precisaram ser tomadas: a troca de comando das polícias, no mês de março; e as questões orçamentárias de trazer alívio de volta para a capacidade operacional da polícia, que só começaram a ocorrer em meados de abril. É a partir daí que a gente tem de começar a esperar resultados”, declarou.

Gerenciamento financeiro
Para o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), a criação de uma secretaria administrativa, que vai gerenciar a verba de R$ 1,2 bilhão destinada pelo governo federal à segurança pública do Rio de Janeiro, também deve dar mais agilidade às ações. “Esse recurso tem que virar realidade e se transformar em ações, em equipamentos e custeio. Espero que isso se reflita não só em números financeiros, mas na redução da violência”, afirmou o deputado, que é coordenador da comissão externa da Câmara que acompanha a intervenção.

A Câmara dos Deputados criou um portal na internet para acompanhar o planejamento, a execução e os resultados das ações militares contra a violência no estado do Rio de Janeiro.

O fórum para debater os 100 dias da intervenção federal foi realizado na terça-feira (29), na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro. Com Agência Câmara Notícias

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