Justiça do Equador bloqueia pagamentos à Odebrecht

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A Justiça do Equador determinou o bloqueio do pagamento de mais de US$ 40 milhões à Construtora Odebrecht por serviços prestados às companhias equatorianas Refinaria do Pacífico e Empresa Pública de Água.

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O bloqueio foi decretado pelo juiz de Garantias Penais Gustavo Brito, a pedido da Procuradoria (Fiscalia General del Estado). A decisão judicial se tornou pública na quinta-feira (2).

A Refinaria do Pacífico e a Empresa de Água deverão se abster de pagar qualquer quantia à Odebrecht pelo tempo que durarem as investigações sobre a existência de um suposto esquema de suborno de servidores públicos equatorianos que, em troca, beneficiariam a construtora. Com base em informações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA), a Procuradoria equatoriana acredita que a Odebrecht pode ter gasto algo em torno de US$ 33,5 milhões com subornos no país.

O caso está sendo investigado desde dezembro do ano passado, depois que a construtora brasileira assinou um acordo de leniência nos EUA. Ao pedir o bloqueio, o procurador que investiga o caso, Wilson Toainga, alegou que a medida seria uma forma de garantir que, confirmadas as suspeitas de irregularidades, o Estado será indenizado pelos eventuais prejuízos causados pelo esquema.

Em dezembro do ano passado, a Justiça equatoriana já tinha acatado o primeiro pedido da Procuradoria e proibido o Estado de assinar novos contratos com a Odebrecht.

As investigações motivaram a apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos em escritórios da empresa em Quito e Guayaquil, e a tomada de depoimentos de empregados da construtora no país. Além de informações do Departamento de Justiça dos EUA, as autoridades equatorianas também contam com a colaboração de equipes do Brasil, da Argentina, do Chile, da Colômbia, do México. Panamá, Peru, de Portugal, da República Dominicana e Venezuela.

No Brasil
Em nota, a Odebrecht informou que não se manifestaria sobre a decisão judicial, mas reafirmou seu compromisso de colaborar com a Justiça, tanto no Brasil quanto no exterior. “A exemplo do acordo anunciado em dezembro com autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Suíça, a Odebrecht também está disposta a contribuir com as investigações realizadas pela Justiça de outros países”, diz a nota.

Na quarta (1º), o ex-presidente da holding Marcelo Odebrecht foi ouvido pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro Herman Benjamin, como testemunha na ação em que o PSDB pede à Justiça Eleitoral que casse a chapa Dilma-Temer por suposto abuso de poder político e econômico durante a eleição presidencial de 2014.

Condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por participação em irregularidades em empresas públicas, como a Petrobras, Marcelo está preso desde junho de 2015, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Após algum tempo detido, o ex-presidente do grupo assinou acordo de colaboração premiada com a Justiça Federal. Com Agência Brasil

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