Relatório aponta que cursos técnicos de curta duração combatem o desemprego

O relatório do Banco Mundial “A Via Expressa para Novas Competências”, aponta o ensino superior tecnológico como resposta para um aumento da empregabilidade e da produtividade na América Latina e Caribe. Os cursos são de curta duração e adaptados à realidade e às especificidades do mercado de trabalho de cada país.

Perfil
O estudo, lançado nesta semana, afirma que a demanda por ensino superior na região cresceu de 23% para 52% nos últimos 20 anos. Porém, o número de alunos matriculados em cursos tecnológicos é de apenas 9%, percentual menor do que em outras regiões do mundo.

Em geral, alunos que frequentam cursos tecnológicos têm perfil diferente de estudantes do ensino superior tradicional. São pessoas relativamente mais velhas, de classes econômicas mais baixas e mais propensas a trabalhar enquanto estudam.

Brasil
No Brasil, São Paulo e Ceará foram os estados incluídos na Pesquisa de Cursos Superiores de Curta Duração do Banco Mundial. Os resultados mostram que, no país, ensinos de curta duração ofertados por universidades têm melhores taxas de graduação. Além disso, os alunos que recebem informações sobre o mercado de trabalho têm maior chance de conseguir um emprego formal.

Recomendações
Para medir a qualidade dos cursos, o Banco Mundial estudou dados detalhados individualizados sobre elementos que afetam o rendimento de cada aluno, como a preparação acadêmica e o histórico socioecônomico de cada estudante.

A pesquisa também agrega um conjunto de dados como emprego e salário para graduados dos cursos tecnológicos.

O relatório sugere que instituições de ensino superior adotem “políticas apropriadas” para aumentar a oferta e melhorar a qualidade das formações de curta duração.

A recomendação é “disseminar informações sobre resultados e custos de cada programa oferecido e garantir equidade de financiamento de acordo com as necessidades de cada aluno”.

O Banco Mundial conclui que cursos tecnológicos de qualidade promovem “crescimento individual, inclusão social e ascensão econômica”. Com ONU News

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