Produtos de Minas Gerais são destaques da Mostra de Artesanato do Senado

A abertura da Mostra de Artesanato da Região Sudeste, que acontece no Senado Federal, nesta semana, destacou o potencial dos artesãos brasileiros como empreendedores criativos que contribuem para a preservação da identidade cultural brasileira e também geram emprego e renda. O evento faz parte do Ciclo “A internacionalização do Turismo Gastronômico e Economia Criativa como indutores do desenvolvimento regional”, promovido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), em parceria com a Associação Brasileira dos Sebraes Estaduais (Abase) e as unidades regionais do Sebrae nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

As peças expostas no Senado Federal tiveram a curadoria do Sebrae nos estados. A produção artesanal do Rio de Janeiro, por exemplo, apresenta peças em cerâmica da artesã Euzi de Souza Licasalio (norte fluminense); macramês, de Yuki Satou (norte fluminense); tigelas decorativas em madeira, de Thomaz Brasil (região serrana); cachos de jequitibá, da artesã Mônica Carvalho (região metropolitana); oratórios feitos com osso de peixe, de Vera Lúcia Nascimento (região de Costa Verde), entre outras. A mostra do estado do Rio Janeiro foi organizada pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) e pela Economia Criativa do Sebrae do Rio.

Durante a cerimônia, o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, ressaltou a importância da economia criativa brasileira para o país. “Hoje não tem nada que revele com tanta precisão, verdade e legitimidade a expressão de um povo como o nosso artesanato, o nosso turismo e nossa gastronomia”, declarou. Ele também aproveitou o momento para destacar o trabalho que foi feito nas unidades regionais do Sebrae para mobilizar as microrregiões na iniciativa. “A força do Sebrae está nessa capacidade de se conectar com as várias realidades do país e trazer rapidamente respostas às políticas nacionais”, declarou.

A senadora Kátia Abreu, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), também destacou a relevância da economia criativa para o Brasil. Ela defendeu a política externa como um importante vetor para desenvolvimento das regiões brasileiras, focadas nas potencialidades específicas de regiões carentes. “O Brasil talvez a nação em desenvolvimento com o maior potencial para se beneficiar das oportunidades que surgem da criatividade e da diversidade cultural das comunidades, da biodiversidade e belezas naturais”, declarou.

A abertura do evento também contou com a presença do diretor superintendente do Sebrae/SP, Wilson Poit. Ele destacou o papel do Sebrae na preparação dos empreendedores. “O Sebrae dá esse sinal que mais do que dar o peixe, é preciso ensinar a pescar, a sair da pobreza e ter mais dignidade. E essa exposição é o retrato do que os empreendedores e empreendedoras são capazes de fazer pela economia criativa”, pontuou.

O diretor superintendente do Sebrae/MG, Afonso Rocha, por sua vez, falou como o artesanato tem sido uma atividade geradora de emprego para os brasileiros, principalmente em regiões mais carentes de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha. “O Sebrae tem atuado muito fortemente nessas comunidades por entender que o artesanato não é mais apenas uma alternativa de renda, mas é simplesmente a principal fonte de renda de muitas famílias”, comentou.

Na ocasião, o diretor técnico do Sebrae/SP e vice-presidente da Abase para a região do Sudeste, Ivan Hussni, lembrou que 2021 foi declarado pela ONU como o ano internacional da economia criativa para o desenvolvimento sustentável. “Ao apresentarmos as belezas da nossa região, nós estamos falando de políticas públicas em favor do empreendedor brasileiro no mundo. Nós do Sebrae temos estimulado a criatividade, a inovação e o comportamento empreendedor como ferramentas fundamentais para que o empreendedorismo tenha sucesso”, ressaltou. Com Agência Sebrae de Notícias

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