Português comandará organização da ONU para Migração

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Martial Trezzini/EFE/direitos reservados/Agência Brasil

O português António Vitorino foi eleito na sexta-feira (29) diretor-geral da Organização Internacional de Migração (OIM) em substituição ao americano William Lacy Swing. Em seis décadas, é a primeira vez que a entidade não será comandada por um norte-americano.

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Vitorino, que assumirá o cargo em 1º de outubro, foi comissário europeu de Justiça e Interior (1999-2014) e ministro da Presidência e da Defesa (1995-1997) de Portugal no governo do então primeiro-ministro socialista António Guterres, atual secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

Jurista por formação, Vitorino concorreu ao mais alto cargo da OIM com a costa-riquenha Laura Thompson, que foi diretora-geral adjunta da organização na última década.

Em setembro de 2016, a OIM se tornou a agência da ONU especializada em migrações, após cinco décadas como um órgão multilateral independente.

Desde sua fundação, a OIM só teve dirigentes norte-americanos, o que chegou a ser visto como uma espécie de tradição favorável para manter o importante apoio financeiro que os Estados Unidos deram à instituição.

Eleição
Além do português e da costa-riquenha, também concorreu ao cargo o americano Ken Isaacs que teve sua imagem muito associada à de Donald Trump e sua política migratória de tolerância zero, durante a campanha, tendo, inclusive, evitado comentar a construção de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México e a separação de famílias de imigrantes ilegais.

O candidato americano foi eliminado na terceira rodada de votações, quando obteve apenas 22 votos, frente aos 52 da representante costa-riquenha e 69 do candidato português, cuja eleição foi confirmada na quinta rodada.

Brasil elogia escolha
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, elogiou a escolha de António Vitorino. Em nota, o Itamaraty informou que o Brasil está à disposição para colaborar com o êxito do mandato do novo diretor-geral.

“O governo brasileiro faz votos de que o diretor-geral eleito da OIM tenha êxito na condução da organização como agência líder na área da migração, na implementação e no seguimento do Pacto Global sobre Migração; assim como em prol do cumprimento dos objetivos relacionados à migração na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.”

O Brasil integra a OIM ao lado de mais 165 países. Com Agência Brasil/EFE

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