Qualidade da água para ingestão está relacionada a galões retornáveis e aproveitamento de vapor

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A água faz parte da nossa ingestão diária e uma forma bastante comum de matar a sede nos ambientes corporativos e em casa é a partir de galões plásticos retornáveis, por isso é preciso garantir sua proteção ao longo das etapas de envase, estocagem e distribuição. Com esse objetivo, está ativa desde a década de 90 a Comissão de Estudo de Embalagem Plástica para Água Mineral e de Mesa, vinculada ao Organismo de Normalização Setorial de Embalagem e Acondicionamento Plásticos credenciado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/ONS-051), que tem dentre os integrantes e responsáveis pela organização o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Por esse importante papel e sua expertise e infraestrutura, o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Ital é frequentemente demandado pelas empresas fabricantes de garrafões para realizar análises de embalagens e tampas, cujos laudos podem ser apresentados a certificadoras para embasarem suas decisões. Representante do Ital na Comissão e coordenadora de comissões de estudo de normas ABNT do Cetea, a pesquisadora Raquel Massulo explica que os trabalhos giram em torno da necessidade do estabelecimento e manutenção do padrão de qualidade para garantir a segurança da água mineral durante a vida útil dos garrafões. “Revisões acontecem periodicamente com o objetivo de adequar as metodologias às novas necessidades do mercado, por exemplo, novos materiais e processos”, afirma.

Dentre as definições estabelecidas ao longo dos anos pela Comissão em conjunto com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), está o envase somente permitido em garrafões com capacidade de 10 ou 20 litros, a vida útil de cada garrafão limitada a três anos e a exigência de fabricação com resina virgem ou outro material aprovado para contato com alimentos, atendendo as especificações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as normas da ABNT NBR 14222 para garrafões, NBR 14328 para tampas, NBR 14637 para lavagem, enchimento e fechamento e NBR 14638 para transporte, distribuição e comercialização – leia artigo a respeito.

Aproveitamento da água evaporada durante a industrialização de suco de laranja concentrado
Outra contribuição do Ital em relação à qualidade da água para ingestão foi possível através de pesquisa do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec) que tornou viável o aproveitamento para consumo humano de água evaporada durante a concentração de suco de laranja. A viabilidade técnica e econômica foi comprovada em tese de doutorado da pesquisadora, agora aposentada, Alba Coelho, defendida em 2013 pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A tecnologia desenvolvida assegurou a potabilidade da água e o produto envasado obtido teve alta aceitação sensorial. Através do anteprojeto de instalação industrial hipotética com capacidade produtiva de 1.000 litros/hora de “água de laranja”, foi obtido como ponto de equilíbrio a capacidade de 57,04% e taxa interna de retorno de 28,30% ao ano, com tempo de recuperação do capital em torno de 3,5 anos.

Custeada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a pesquisa permitiu a aquisição de um ultrafiltro e um filtro de carvão para o Fruthotec, viabilizando outros estudos que exigem essas operações unitárias. Com informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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