Carnaval de rua em Brasília cresce 50% em relação ao ano passado

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O carnaval de rua de Brasília cresceu quase 50% este ano em relação ao de 2016. Ao todo, 1,227 milhão de foliões foram às ruas brincar nos blocos que saíram ao longo dos quatro dias de festa. No último ano, o carnaval levou 863 mil pessoas para as ruas, o que já significou forte crescimento em relação a 2015. Se forem considerados também os eventos privados, o número de foliões chegou a 1,5 milhão.

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Os números foram divulgados nesta quarta (1º), em entrevista coletiva pelo governador do Distrito Federal (DF), Rodrigo Rollemberg, que comemorou o crescimento da festa brasiliense. “Tivemos a maior participação da história da população nas ruas, o que confirma uma vocação da cidade”, disse. “É importante para a economia, com um número grande de ambulantes trabalhando. Além disso, não tivemos nenhum homicídio registrado”, completou.

De acordo com dados da Secretaria de Cultura, houve 208 eventos ligados ao carnaval, dos quais 128 foram blocos de rua dos mais diversos tamanhos, que saíram em praticamente todas as regiões administrativas do DF.

Já a Secretaria de Segurança Pública informou que houve queda de 15% nos registros de ocorrências em proporção ao número de foliões. Este ano foram registradas 49 ocorrências para cada grupo de 100 mil pessoas nas ruas, enquanto no ano passado foram 78 para cada grupo de 100 mil. Os principais casos foram de furtos diversos, furtos de celulares e roubos a transeuntes.

Embora não tenha havido registros de homicídios e latrocínios, houve casos graves de violência. Pelo menos 75 ônibus foram depredados durante os quatro dias de festa e, somente no Bloco dos Raparigueiros, que brinca no centro da Asa Sul, no Plano Piloto, pelo menos 17 pessoas foram vítimas de esfaqueamento.

O crescimento da festa também provocou mudanças na regulamentação. O governo publicou, no último dia 21, um decreto com novas regras para a folia do ano que vem. A ideia é reduzir o número de documentos exigidos para registro dos blocos – que têm que comunicar previamente o local, dia e horário em que vão sair – e unificar o local do cadastro no Centro Integrado de Atendimento ao Carnavalesco. Com Agência Brasil

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