HIV infecta 1,7 milhão de pessoas e mata cerca de 690 mil e cada ano

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No Dia Mundial de Combate à Aids, marcado neste 1º de dezembro, a ONU diz que a data é um lembrete da necessidade de manter o foco em uma pandemia global que ainda persiste quase 40 anos após seu surgimento.

Em 2020, o tema do Dia Mundial da AIDS é “Solidariedade global, responsabilidade compartilhada”. Este ano, a atenção do mundo está focada na Covid-19 e como as pandemias afetam vidas e meios de subsistência.

Consequências
Em entrevista à ONU News, o responsável programático no Ministério da Saúde da Guiné-Bissau, David da Silva Té, explicou as consequências que a pandemia teve no país africano.

“Foi muito sentido, sobretudo, nos primeiros tempos e os seus ecos continuam até à época apresente, apesar de ter diminuído porque finalmente conseguimos desenhar algumas estratégias que reduziram o forte impacto inicial. Primeiro, começou-se com a questão da limitação de circulação das pessoas, que fez com que várias pessoas que são soropositivas tivessem muitas dificuldades para se deslocar às estruturas sanitárias onde beneficiam dos cuidados, nomeadamente tratamento antirretroviral. Para além disso, alguns profissionais tinham dificuldade de se deslocar.”

Na Guiné-Bissau e no resto do mundo, a crise mostra como a saúde está interligada a outras questões críticas, como redução da desigualdade, direitos humanos, igualdade de gênero, proteção social e crescimento econômico.

Em um novo relatório, o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, apela aos países para que façam muito mais investimentos nas respostas globais à pandemia e adoptem um novo conjunto de metas ambiciosas.

Se essas metas forem cumpridas, o mundo estará de volta no caminho para acabar com a Aids como uma ameaça à saúde pública até 2030.

Secretário-geral
Em mensagem sobre a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que “apesar dos sucessos significativos, a emergência da Aids ainda não acabou.”

O HIV ainda infecta 1,7 milhão de pessoas a cada ano e mata cerca de 690 mil. E desigualdades significam que aqueles que são menos capazes de defender seus direitos ainda são os mais afetados.

António Guterres afirma que “a Covid-19 tem sido uma chamada de atenção para o mundo”, mostrando que “desigualdades na saúde afetam a todos” e “ninguém está seguro a menos que todos estejam seguros.”

Segundo o secretário-geral, a resposta ao HIV tem muito a ensinar no combate à Covid-19. A comunidade internacional sabe, por exemplo, que é preciso eliminar o estigma e a discriminação, colocar as pessoas no centro da resposta e fundamentar as respostas em direitos humanos e abordagens sensíveis ao gênero.

Igualdade
Guterres diz que “a riqueza não deve determinar se as pessoas recebem os cuidados de saúde de que precisam” e a vacina contra o novo coronavírus e os tratamentos para o HIV precisam “ser acessíveis e disponíveis para todos, em todos os lugares.”

O chefe da ONU termina lembrando que a saúde é um direito humano e a cobertura universal de saúde deve ser uma prioridade.

Neste dia mundial, Guterres pede que o mundo reconheça que “para superar a Covid-19 e acabar com a Aids, o mundo deve ser solidário e compartilhar responsabilidades.” Com ONU News

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