Quando mulheres têm poder de decisão todos saem ganhando, diz secretário-geral a ONU

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As Nações Unidas realizaram ontem (31) uma reunião virtual com a sociedade civil sobre mulheres no contexto da Covid-19.

No evento em que participaram o secretário-geral e a vice-secretária-geral, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, apontou o momento da conexão de mulheres, meninas e pessoas de todo o mundo com a liderança da organização.

Preocupações
Em seu discurso, Phumzile Mlambo-Ngcuka, realçou que também era tempo para reconhecer vozes de todos os que não estão incluídos e cujas necessidades e preocupações são alvos da ação de ativistas em todas as arenas.

A chefe da ONU Mulheres disse que a sociedade civil e os movimentos em defesa de mulheres são parceiros inabaláveis no esforço para identificar e combater as desigualdades que cresceram em momento da pandemia.

O secretário-geral António Guterres ressaltou que a Covid-19 está expondo e exacerbando “os consideráveis obstáculos que as mulheres enfrentam para alcançar seus direitos e realizar seu potencial”.

Ele explicou que o progresso perdido pode levar anos, até gerações, para se recuperar. Para Guterres, quando as mulheres têm poder de decisão, todos saem ganhando.

Gravidez
O secretário-geral afirmou que proteger os direitos das mulheres e meninas durante este período é uma das maiores prioridades das Nações Unidas.

Na primeira fase, a prioridade é a resposta à saúde. Na segunda etapa da resposta se pretende mitigar o impacto social e econômico da crise começando com investimento em mulheres que trabalham nas economias formal e informal.

Guterres destacou que na terceira fase da resposta a prioridade é construir um futuro melhor.

O chefe da ONU defendeu que a pandemia está demonstrando que milênios de patriarcado resultaram em um mundo dominado por homens com uma cultura masculinizada que prejudica mulheres, homens, meninas e meninos.

Crise
Ele pediu que no emergir desta crise as mulheres tenham oportunidades iguais de liderança e representação.

Atualmente, apenas 8% das chefes de Estado e governo são mulheres. Menos de 25% de todos os parlamentares do mundo são do sexo feminino. E apesar de 70% a 90% dos agentes de saúde serem mulheres, menos de um terço delas participam das decisões que impactam o setor. Com ONU News

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