Novo plano da ONU pretende combater impactos socioeconômicos da COVID-19

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, publicou ontem (31) um relatório sobre as consequências socioeconômicas do novo coronavírus. Segundo a pesquisa, a pandemia está “roubando vidas e meios de subsistência” e os efeitos de longo prazo podem ser “terríveis.”

O relatório descreve a velocidade e a escala do surto, a gravidade dos casos e a perturbação social e econômica causada pela covid-19. O vírus já matou mais de 33 mil pessoas e infectou perto de 700 mil em 204 países e territórios.

Na apresentação da pesquisa, em Nova Iorque, o chefe da ONU disse que “a covid-19 é o maior teste que o mundo já enfrentou desde a formação das Nações Unidas.”

Para António Guterres, “esta crise humana exige ação política coordenada, decisiva, inclusiva e inovadora das principais economias do mundo.” Também precisa de “apoio financeiro e técnico máximo para as pessoas e países mais pobres e vulneráveis.”

Para esse fim, o secretário-geral estabeleceu um Fundo de Resposta e Recuperação para apoiar os esforços nos países de baixa e média rendas. A iniciativa deve das auxílio iniciativas nacionais e locais consideradas prioritárias, que serão lideradas por coordenadores residentes e equipes nacionais.

Dados
O relatório destaca vários dados publicados nas últimas semanas por várias agências da ONU.

Entre 5 a 25 milhões de empregos podem ser perdidos, com um custo estimado entre US$ 860 bilhões e US$ 3,4 trilhões. Os fluxos globais de investimento direto estrangeiro podem cair de 30% a 40%. As chegadas internacionais devem ser reduzidas entre 20% a 30% e cerca de 1,5 bilhão de estudantes estão fora da escola.

Esta semana, o Fundo Monetário Internacional, FMI, também anunciou que o mundo entrou em uma recessão igual ou pior à de 2009. O relatório pede uma resposta multilateral que represente pelo menos 10% do Produto Interno Global, PIB.

Urgência
O relatório afirma que não há tempo a perder para estabelecer “a resposta de saúde mais robusta e cooperativa que o mundo já viu.” Esse esforço deve ser liderado pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Ao mesmo tempo, existe uma “grande necessidade de colaboração científica” para encontrar uma vacina e medicamentos eficazes, com garantias de acesso universal.

O relatório destaca ainda a necessidade de uma abordagem centrada nas pessoas, com respeito pelos direitos humanos e inclusão, igualdade de gênero e dignidade para todos.

Proteção
A pesquisa afirma que a epidemia pode “expor e exacerbar desigualdades existentes na sociedade” e mostra como os países podem apoiar trabalhadores, famílias e empresas.

Numa segunda fase, o mundo terá de fazer uma escolha sobre o tipo de recuperação. Será necessário decidir entre “regressar ao mundo que existia ou lidar, de forma decisiva, com os problemas que tornam todas as pessoas, desnecessariamente, vulneráveis a esta crise e futuras crises.”

Citando sistemas de saúde mais fortes, menos pessoas vivendo em extrema pobreza, igualdade de gênero e um planeta saudável, o relatório “dá esperança de que as lições desta crise possam ajudar a construir sociedades mais justas e resistentes que cumpram as promessas da Agenda 2030.”

Parcerias
Nenhum país ganhará a luta contra a pandemia sozinho, segundo o relatório. O estudo aponta que “parcerias baseadas na solidariedade serão a peça central de todo o progresso.”

Além disso, sociedade civil, associações de mulheres, organizações comunitárias e organizações religiosas desempenharão um papel vital. Ajudando as populações mais vulneráveis, essas redes “criam oportunidades econômicas adaptadas a cada comunidade”. Em muitos locais do mundo, essas organizações são o único ponto de referência para as pessoas que tentam lidar com os impactos da pandemia.

Apelo
O relatório afirma que o surto da covid-19 “é um momento decisivo para a sociedade moderna.” Segundo a pesquisa, “a história julgará a eficácia da resposta não pelas ações de um conjunto de atores isolados, mas pelo grau de coordenação global em todos os países.”

A atuação da rede global das Nações Unidas continuará sendo “para que vidas sejam salvas, meios de subsistência sejam restaurados e a economia global saia fortalecida”. Com as ações corretas, o relatório afirma que “a pandemia da covid-19 pode marcar o início de um novo tipo de cooperação global e social.” Com ONU News

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